A Crise e o Oportunista

Nem sempre o que achamos ruim é necessariamente ruim. Muitas vezes não ouvimos o que queremos ouvir, mas sim o que precisamos ouvir. Se não fossem por grandes catástrofes naturais as espécies facilmente ficariam presas em alguma armadilha evolutiva. Da mesma forma podemos imaginar que é diante de grandes problemas que surgem grandes ideias e grandes soluções.

Hoje em dia já podemos identificar várias táticas para se contornar a crise. Por mais estranho e paradoxal que pareça ser, importar dos Estados Unidos é um deles, contudo, os desafios são grandes. Mas antes de seguirmos em frente com o pensamento, já aludindo o famoso trio: problema, reação, solução, devo deixar claro os seguintes pontos. Primeiro, este artigo vai bater e soprar. Segundo, ele é um testemunho do que presencio e vivo no meu dia-a-dia. E terceiro, existem muitas possíveis soluções, mas me concentrarei apenas nesta, que curiosamente chegou a mim.

Bom, como todos sabem, importação é toda operação de entrada de mercadorias em um território aduaneiro, cumprindo-se as exigências legais, comercias, e gerando uma saída de divisas. Nos tempos das vacas gordas, na gestão da direita capitalista — que fique claro que não tenho qualquer interesse em defender este ou aquele regime político ou partido, apenas faço uma reflexão sobre um retrato fidedigna da verdade —, o Brasil estava em plena recuperação, pagando a dívida externa, investindo em infraestrutura e aumentando o comércio internacional. Mas a felicidade que pintou de verde e amarelo os sorrisos dos brasileiros não durou muito. Com as contas negativas o governo regente aumentou os esforços para recuperar o caixa partindo para o ataque com uma estratégia baseada na criação e aumento de impostos; “solução” mais fácil e que ratifica a insaciável locupletação governamental, a esfomeada gula que sempre vemos surgir nas reformas fiscais.

Parece brincadeira, mas a ficção do reino de Avilan, novela apresentada no final de década de 80, parece estar mais atual que nunca. Quando ocorre um problema qualquer e o caixa do reino fica baixo o rei simplesmente manda recolher mais impostos. Imposto é a solução. Assim o rei garante os altos padrões da corte e sua pompa real. Percebeu alguma semelhança? Pois é, deve ter sido um momento de clarividência, mas o nome da moeda brasileira não poderia ter sido melhor escolhido. É perceptível a afinidade da administração brasileira com os sistemas monárquicos medievais, e não fui eu o primeiro a dizer isso.

Nem é preciso mencionar que esse tipo irresponsável de administração impacta fortemente as importações, e exportações, fazendo com que o Brasil acumule saldos comerciais negativos. É o pão e circo das medidas populares que cavam fundo as últimas reservas do país, literalmente raspando os cofres do tesouro — ou seria raspando o tesouro dos cofres? Enfim, junte ao segredo de Tostines doses cavalares de entretenimento e antidepressivos prescritos com barbitúricos tarja preta e pronto, está armado o carnaval, mais uma das centenas de milhares de armadilhas espalhadas pelo sistema para desviar a atenção do que realmente importa. Enquanto isso — na Sala de Justiça —, quando as luzes se apagam e o povo vai dormir, alcoolizado e satisfeito com os prazeres simples da vida, é que vem o ataque surpresa que corrompe a integridade ao estuprar o corpo que, inerte, jaz para o mundo civilizado de responsabilidades, completamente vencido, menosprezado, enganado por aqueles que um dia precisaram dele, o povo, para subir no poder, e ao qual fez incontáveis juras de amor e depois o traiu na primeira oportunidade. É a maior sacanagem de todas. Uma sacanagem com S maiúsculo e carimbo oficial. E tudo ocorre na calada da noite, na hora em que a plebe sonha com um futuro melhor. Infelizmente, para nós, destruir é mais fácil e mais rápido que construir. O que nos faz chegar à única conclusão lógica, que reconstruir a economia do país vai ser um pouco mais demorado do que pensávamos.

Então, tentando fugir do cenário atual, o cidadão busca soluções onde quer que elas estejam. É preciso contornar as dificuldades, evitar o mal tempo, sair da rota de colisão… mas nem sempre fugir é a melhor solução. Neste caso é preciso encarar. O sistema está fragilizado, por muito foi ignorado, negligenciado pela própria cria. O empresariado tenta buscar o ar da superfície enquanto afunda com o peso dos impostos e da burocracia excessiva e impertinente. O consumidor, por outro lado, faz a dança das cadeiras para ver quem ficará sem a janta de hoje à noite. E no meio dessa ciranda de mal gosto, desajustada e descabida, está o povo de um país que não apenas sofre com altas tarifações como também ao ver sua moeda desvalorizada perante tantas outras, inclusive moedas de alguns países humildes e menos produtivos. Uma moeda que tinha tudo para ter um valor real, hoje em dia não passa de uma lembrança boa e cada vez mais distante.

Uma das possíveis soluções para se contornar o problema é partir para estratégias mais agressivas, como o marketing digital, negócio que ainda engatinha no Brasil, mas que é tendência no resto do mundo. Conheci o curso Importonautas, que trabalha não só a ideia de comprar mais barato dos Estados Unidos, mas também a possibilidade de se fazer uma renda extra, e foi aí que veio a ideia de escrever este artigo. Pois há, sim, hoje em dia, várias alternativas que fogem ao sistema tradicional e ortodoxo de negócio outrora imposto por dinossauros chauvinistas — alguns já mumificados — que nem sabem o que é uma ragtag, ou mesmo um byte ou um cookie… e não vale dizer que byte cookie é morder o biscoito.

Vou colocar aqui alguns dos benefícios oferecidos pelo curso Importonautas. Mas busque mais informações. Pesquise. Se não for essa a sua linha, procure algo que seja. Existem inúmeras oportunidades que usam esse modelo de negócio.

Os alunos do curso Importonautas poderão utilizar o conhecimento de três formas:

  • Para benefício próprio, adquirindo produtos originais de qualidade como roupas de marcas famosas, perfumes, relógios, óculos e cosméticos, entre outros;
  • Para se tornar um revendedor de produtos importados. Com a revenda os alunos poderão obter renda extra, já que, mesmo aplicando uma boa margem de lucro os produtos ainda ficam com valores abaixo dos aplicados pelos lojistas;
  • Para se tronar um Virtual Personal Shopper, profissional que atende sobre demanda, auxiliando pessoas que desejam importar produtos dos Estados Unidos.

É isso aí pessoal. Esse foi o meu comentário sobre o assunto. Ele foi mais um desabafo de um cidadão que, assim como vocês, tenta manter a cabeça erguida, não só pela honra e pela hombridade, mas para conseguir ver, onde quer que estejam, as boias salva-vidas da nossa economia. Oportunidades existem. Inteligência nós temos. Dispomos das duas coisas em abundância. E ainda mais, temos jogo de cintura. Não me refiro ao jeitinho brasileiro, falo da nossa capacidade de superação, de nos reinventarmos quando necessário, da nossa criatividade para dar soluções aos problemas, para buscar caminhos alternativos e sobreviver às intempéries. Ou seja, sabemos dar aquela sacudida na poeira e uma bela volta por cima. Que dói, dói. Dói porque feridos estamos. Mas talvez o que falte seja vontade e coragem para meter o dedo na ferida, espremer o mal, tratar a infecção com afinco, levantar ir em frente com dignidade e confiança. Com a guarda erguida e a atenção redobrada, vamos começar a cobrar dos governantes ao invés de sermos cobrados. Devemos manter viva a lição aprendida para conseguirmos prosperar apropriadamente. No passado, demos vários passos para trás, mas chegou a hora de quebrar paradigmas e andar para frente. Com ou sem ajuda do governo, é nosso dever fazer o certo e lutar pelo que é nosso. Que as riquezas deste grande país sejam bem administradas por nós e que venhamos a ser o que muitos já estão predestinando por aí, que somos o país da bioenergia mundial, um dos grandes em extensão, e que teremos a responsabilidade de ajudar os demais com os problemas vindouros. Foi dito que os países de grande extensão territorial serão os que sustentarão a economia do futuro, quando o mundo estiver falido e praticamente sem recursos naturais para suprir suas grandes demandas de necessidades básicas. Nesse momento, o Brasil liderará um seleto grupo de países, onde será o principal fornecedor a abastecer o resto do mundo com água potável, alimentos de qualidade e provavelmente biocombustível.

Agradeço a oportunidade de compartilhar com vocês algumas de minhas ideias.

Salve Brasil. Vida longa e próspera. Vamos às soluções!

Alexey Rickmann | Marketeirus Humanoides